Gospel Repressão
Ex-muçulmano é impedido de ter água e banheiro por ter se convertido a Jesus Cristo
Ser um cristão em um país onde o governo preza por uma determinada religião de forma autoritária é um verdadeiro desafio, em todos os aspectos.
21/01/2023 12h40 Atualizada há 3 anos
Por: Redação

Para o ex-muçulmano Lanju Miah, por exemplo, isso significa ser impedido de ter acesso à água e até mesmo de utilizar banheiro, em Bangladesh.

Convertido a Jesus Cristo e batizado à luz da Bíblia Sagrada em outubro de 2022, o jovem ex-muçulmano de apenas 25 anos vem enfrentando uma enorme pressão social para retornar a sua antiga religião, o islamismo.

Para isso, os muçulmanos locais, na vila onde mora Lanju juntamente com a sua esposa, que também é cristã, impedem que o casal tenha acesso a um poço de água local, onde os moradores utilizam para poder obter esse bem de consumo tão valioso.

Continua após a publicidade

Loading...

“Minha casa não é mais pacífica e nem segura. É um inferno”, disse Lanju, segundo informações da Portas Abertas. Apesar da covarde repressão, o ex-muçulmano está determinado em manter a sua fé cristã, tendo o apoio da sua esposa para isso.

Igreja local

Felizmente, o jovem casal conta com a ajuda de uma igreja cristã local, onde congregam e cultuam ao verdadeiro Deus, Jesus Cristo. É através dos irmãos cristãos que Lanju consegue obter água, mas a rotina tem imposto dificuldades aos novos convertidos.

“Creio que algum dia isso acabará e nós poderemos ter uma vida normal de novo. Mas agora não há nenhum sinal de paz”, disse o rapaz.

Bangladesh ocupa atualmente a 29ª posição na lista mundial de perseguição religiosa elaborada pela organização Portas Abertas. O país possui um governo autoritário, que favorece a religião islâmica, motivo pelo qual os cristãos e outras minorias são perseguidos.

“Ataques contra prédios de igreja continuam por todo o país e as autoridades frequentemente ignoram as reclamações apresentadas por cristãos”, diz a Portas Abertas. “Nos últimos anos, Bangladesh tem subido significativamente na Lista Mundial da Perseguição. A violência também tem aumentado.”