Emitir opinião sobre Cristo e seus ensinamentos tem sido algo muito complexo, isso não quer dizer que nos primórdios foi fácil para os cristãos falar de Jesus.
Acredito que quanto mais a tecnologia se aprimora e as opiniões das pessoas que a usam, menos as pessoas se importarão com a gravidade da perseguição à liberdade para falar de Cristo.
Imagine que as concepções do cristão verdadeiro foram modificadas pelas notícias e comportamentos inadequados de pessoas que discordam somente pela efetivação da manobra de massa, e com isso começam a odiar o "crente".
Quando confesso minha fé, sou contra o pecado e nego comportamentos libertinos, socialmente praticados, no mesmo instante sou atacada simbolicamente, com palavras, gestos e atitudes, e talvez possa até ser agredida fisicamente.
Essa geração e a sociedade em si nunca estiveram prontas para ouvir as verdades confrontantes, já o verdadeiro cristão, tem a essência de examinar seus comportamentos.
Como muitos pensam, nem todos os cristãos vivem numa “bolha”. Muito pelo contrário, buscamos ser imitadores de Cristo constantemente.
Paulo diz, [...] "Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior." (1 Timóteo 1:15)
Quando o cristão se posiciona contra um pensamento da sociedade que possa prejudicar ou afetar pessoas de forma negativa a longo prazo, está agindo de acordo com a lei descrita no artigo 5 da Constituição Federal:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
No entanto, quando os cristãos são violentamente atacados simbólica e concretamente, uma parcela da sociedade fecha os olhos e trata isso como normal.
Por exemplo, a exposição de um "Jesus LGBT" no Parlamento Europeu em Bruxelas, Bélgica, gerou críticas entre os parlamentares. (leia a matéria sobre esse tema)
Além disso, casos de intolerância simbólica no Brasil acontecem normalmente durante o carnaval, como o desfile dos Gaviões da Fiel em 2019, onde Jesus foi configurado sendo derrotado por Satanás. Esse comportamento distorce e agride os valores cristãos sobre quem é Jesus. Se um cristão critica outra religião, é considerado intolerante, mas qualquer um pode falar o que quiser, pois isso pode apenas ser entendido como uma expressão artística e opinativa.
Falar que Jesus é travesti é normalizado, mas quando discutimos questões de gênero e usamos a ciência para explicar de forma biológica, comportamentos socialmente aprendidos, cometemos crime e preconceito. Infelizmente, defender valores tem se tornado algo fútil nos dias de hoje, mas a opção nunca é calar, e sim demonstrar a verdade até que Jesus volte.
Texto: Thais Oliveira - Jornalista e cristã.