A decisão do governo Lula (PT) de retirar o Brasil da Declaração do Consenso de Genebra sobre Saúde da Mulher e Fortalecimento da Família, que na prática é uma aliança antiaborto, criada em 2020 pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que passou a ser liderada pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro após a vitória de Joe Biden nos EUA, aumentou a distância entre Lula e os evangélicos.
Embora o Ministério das Relações Exteriores tenha dito, em nota, que “o Brasil considera que o referido documento contém entendimento limitativo dos direitos sexuais e reprodutivos e do conceito de família e pode comprometer a plena implementação da legislação nacional sobre a matéria, incluídos os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)”, o que se espalhou em grupos evangélicos no WhatsApp foi a notícia que Lula estaria se aproximando da possibilidade de “liberar o aborto” no país.
A medida acabou sendo usadas por parlamentares da oposição, para lembrar que o presidente havia dito que é contra o aborto, e que Bolsonaro já alertava sua militância sobre isso.
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