A cantora, que nasceu em um lar católico, acumula críticas por ter o costume de misturar as suas performances à simbologia cristã, mas de forma desrespeitosa e ofensiva, motivo pelo qual ela já foi excomungada pela Igreja Católica três vezes.
Em 1989, por exemplo, quando lançou um dos seus maiores sucessos chamado ‘Like a Prayer’, Madonna aparece dançando de forma erotizada em frente a um crucifixo em chamas, enquanto beija a figura de um santo negro e canta dentro de um templo.
Em uma entrevista à revista Spin, anos atrás, a cantora comentou sobre o motivo pelo qual gostava de fazer uso de crucifixos em suas apresentações, dizendo que o símbolo cristão seria “sexy” por causa do “homem nu está em cima dele”.
Ensino de Jesus?
Ao comentar a repercussão do seu novo ensaio para a Vanity Fair, no entanto, a cantora que atualmente está com 64 anos tentou dar outra conotação à sua abordagem religiosa nas apresentações, fazendo parecer que seria uma forma de incentivar a liberdade de expressão e autorealização.
“A ideia de viver numa sociedade onde não se pode ser livre para expressar a tua individualidade, os teus pensamentos. Tenho a sensação de que as pessoas têm cada vez mais medo de expressar as suas opiniões, como se tivessem medo de serem autênticas”, alegou Madonna.
Conhecida como uma das maiores aliadas da agenda LGBT há décadas, já tendo, inclusive, mantido relações homossexuais com a atriz Sandra Bernhard e com a promoter Ingrid Casares, a cantora disse ainda que ao longo da sua carreira teria apenas tentado transmitir os “ensinamentos de Jesus”.
“Cresci em uma família católica, e ser atacada pela Igreja foi um choque: com meu trabalho, eu estava apenas tentando fazer o bem, mas eles se esquivaram. Eu soube imediatamente que o problema era com eles, não comigo”, argumentou a artista.
“Eles não tinham entendido que minhas canções uniam as pessoas, que lhes davam a liberdade de se expressar. Eu estava apenas aplicando os ensinamentos de Jesus. Meus detratores eram hipócritas”, concluiu.
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