Cerca de 20 mil pessoas, segundo os organizadores da associação, reuniram-se nas ruas carregando uma faixa onde estava escrito: “Acompanhe a morte, não a programe”.
A polícia parisiense, no entanto, disse que o número de participantes era apenas de 6.300. A manifestação nacional é organizada todos os anos em torno do aniversário da chamada “Lei do Véu” sobre a legalização do aborto, aprovada em 17 de janeiro de 1975.
“Somos contra a eutanásia e o suicídio assistido”
Os organizadores convidaram vários palestrantes pró-vida para falar e compartilhar seus testemunhos no final da marcha, que foi liderada por Nicolas Tardy-Joubert, presidente do La Marche pour la vie.
“Uma em cada três eutanásias não é declarada e uma proporção crescente de pessoas vulneráveis têm solicitadores o procedimento, não por estarem no fim de suas vidas, mas por temerem ser um fardo para suas famílias”, explicou.
“Somos contra a eutanásia e o suicídio assistido. Numa época em que 26 regiões francesas estão privadas de unidades de cuidados paliativos, acreditamos que a prioridade política deve ser fornecê-las”, disse também Tardy-Joubert.
‘O direito de matar não pode se tornar uma regra’
O manifestante pró-vida destacou que “o direito de matar não pode se tornar uma regra supralegislativa ou um direito constitucional. O único direito fundamental é o direito à vida”.
“Queremos que a proteção da vida humana se torne uma importante causa nacional. Temos propostas, por vezes pequenos passos, para sensibilizar para a necessidade de mudança. Precisamos de políticas de prevenção, de acolhimento à vida, de acompanhamento de pessoas vulneráveis”, acrescentou o presidente da Marcha.
Como sempre acontece, ativistas do Femen — um grupo feminista fundado em 2008 por Anna Hutsol — interromperam a marcha expondo os seios e usando shorts brancos manchados de vermelho. A polícia prendeu cinco delas.
Elas escreveram no Twitter que se juntariam à marcha pela vida se fosse para “rezar ao lado deles para que a França tome uma decisão histórica de proteger os corpos das mulheres e os direitos reprodutivos”.
Lembrando que “direitos reprodutivos” é apenas um termo utilizado atualmente para amenizar a realidade do aborto, inserido na “cultura de morte”, defendendo que a vida no ventre não tem valor.
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